quinta-feira, 31 de maio de 2007

Your Song

Passei parte da década de 70 e a década de 80 cantando Your Song, do Elton John. Adoro ele! Suas camaleônicas performances me encantam. E esta música entrou no meu coraçao.
Passei a década de 90 dançando a mesma música, com outro ritmo e outra cara: a de Billy Paul. Esta música me acompanha há 30 anos....putz!

Brasiiiiilllll

Irei ao Recife no final de junho. Aproveitarei as férias daqui para trabalhar lá. Bem bonzinho, porque estarei com Rodrigo, Renato, meu irmao, minha cunhada e todas as pessoas significativas para mim que residem naquele canto iluminado do mundo. Uma autêntica alegria! Felipe, Greyce, Cidinha...quando iniciaremos a maratona verbal-afetiva? Quando começaremos os trabalhos?

Chavela Vargas

Foto: José Méndez / EFE
Chavela Vargas é uma figura curiosa! Imagino que atualmente ela deve ter mais de 85 anos. Continua forte e com o vozeirao de sempre. Eu a ouvi há muitos anos, quando ainda morava no Brasil; aqui, ouvi sua voz rascante durante um ano, em todos os banhos que tomava. Explico: na primeira casa onde morei, em Bilbao, tinha um aparelho de som no banheiro e eu a ouvia cantar Amanecí en tus brazos, junto com Ana Belén, diariamente. Sua voz já me era super familiar quando vi o filme sobre a vida de Frida Khalo - sua grande amiga e talvez seu grande amor -, onde ela dava voz à cançao La Llorona.
Esta artista nasceu em Costa Rica, mas saiu de lá com 14 anos, devido às confusoes familiares ocasionadas por sua homossexualidade. Foi viver no México, país que adora.
Chavela bebeu todas as tequilas possíveis e imagináveis. Vivia na esbórnia mexicana. Apaixonou-se muitas vezes, ganhou dinheiro, perdeu tudo inúmeras vezes, teve uma vida desregrada...uma autêntica orgia alcoólica! Devido a estes excessos, ficou uns 15 anos desaparecida dos cenários musicais, em total decadência. Até que Pedro Almodóvar a encontrou num obscuro bar da cidade do México e a trouxe para Espanha, ajudando-a na reestruturaçao de sua vida. Hoje ela nao bebe mais e faz concertos impressionantes pelo mundo. Ela é óóótima; ele, também. Se eu nao gostasse dele pelos seus filmes, gostaria por sua humanidade.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Photoespaña

Uma das melhores fotos de Photoespaña 2007, de Andrés Serrano.

Uma senegalesa

A foto é de Finbarr O'Reilly (Reuters). Coloquei aqui porque gostei do sorriso da senegalesa e do colorido da foto.

Esculturas de areia

Este ano, o festival anual de esculturas de areia, em San Petersburgo, conta com representantes de 20 países. É incrível o que eles fazem!
Lembro dos castelos de areia que fazíamos quando crianças. Nao tinha arte, mas tinha esforço e concentraçao. Era gostoso!
Foto: Alexander Demianchuk / Reuters

Dia de sol


Depois das tempestades da semana passada, Madrid está completamente ensolarada e agradável. Hoje, entre uma aula e outra, saí olhando para os lados - seguindo o conselho de Vivien. Vi uma cidade bonita, com muito verde, cheia de turistas e com uma luminosidade maravilhosa. A temperatura de 22 graus provocava o desejo de permanecer na rua fazendo nada...só apreciando os acontecimentos ao redor. Parece que as pessoas vivem em férias, porque as cafeterias, bares e terrazas estao sempre cheias.
Andei sem pressa pelas alamedas do Paseo del Prado até chegar ao MEC. Entrei, fiz o que tinha para fazer e saí novamente, com vontade de sentir o sol na pele. Que dia bom! Fiquei com a sensaçao que estava no lugar certo e no momento certo.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Sem assunto

Bahhhh...ando em crise com o blog. Nao consigo nem abri-lo. Estou respirando fundo e contendo meus impulsos. Nao quero deletá-lo e me arrepender depois. Aiiii....será uma fase? Que fase é esta? Nao a identifico bem...ainda!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Tormentas e inundaçoes




Há dois dias que Madri está sendo fustigada por ventos fortes, tormentas e inundaçoes. Ontem, a natureza fez um escândalo aqui. Gritou e se retorceu tudo o que pôde. Reclamaçao pura! Foi loucura mesmo. No momento em que iniciou a tormenta eu estava no aeroporto. Ninguém se escutava porque o teto é de zinco, ou de outro metal qualquer, e as pedras batiam com furia impressionante no telhado. Os raios e trovoes foram assustadores.
Hoje, anunciam repeteco; amanha, tb. Dizem os meteorologistas que isso é comum nos meses de maio e junho. Confesso que eu desconhecia este costume da natureza. Na verdade, acho que ela anda mais furiosa que nunca - e com razao!
(fotos de www.20minutos.es)

Voltando

Depois de umas semanas afastadas deste blog e dos blogs dos amigos, vou regressando devagarinho. Estive com hóspedes do Brasil e andei de zigue-zague por esta banda da terra.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Renato e Rodolfo

Renato e Rodolfo não se separavam. Aprontavam todas e ficavam com cara de inocentes. Eram uns anjinhos irresistíveis e super simpáticos.
Como Lucinha trabalhava em muitos finais de semana, eu levava seus meninos para praia (Itamaracá). Cada um deles convidava um amigo. Naquela época, Rodrigo normalmente levava Alexandre, seu companheiro de colégio (eles tinham uns 12 anos). Renato levava Rodolfo (estes, tinham 5-6 anos). Eni, a empregada, também ia conosco.
Numa destas vezes, quando entrei com o carro na garagem, percebi que a maré estava altíssima; e o mar, super agitado. Então, antes de descermos do veículo, conversei com os meninos. Perguntei o que eles queriam fazer enquanto Eni e eu arrumávamos a casa. Rodrigo e Alexandre disseram que queriam ver seus cavalos, e foram; Renato e Rodolfo disseram que queriam brincar na rua, na frente da casa, e ficaram. Antes de entrar com Eni para nossos afazeres, conversei novamente com Renato e Rodolfo, dizendo:
- Vocês vão me prometer que não irão para o mar enquanto ele estiver cheio.
Eles responderam, imediatamente:
-Prometemos!
Fiquei tranquila com a promessa e acreditei que eles a cumpririam. Como naquela época não tinha ninguém na praia, não havia movimento de carros e, aparentemente, nenhum perigo, fui para dentro da casa. Passaram-se uns 20 minutos e percebi que não estava ouvindo a voz dos meninos. Saí da casa e fiquei tentando escutar seus ruídos. Nada. Só ouvia o rugido forte do mar. Uma intuição me levou para aquele lado, onde havia um cais. De longe, vi as ondas rebentando no cais e levantando a uma altura de dois ou três metros. Era super forte mesmo! Na pontinha do cais, com os dedos dos pés dobrando para dentro do mar, estavam os dois danados: Renato e Rodolfo. A cada onda que estourava e levantava, eles pulavam junto...quase caindo dentro da água. Fiquei gelada de medo. Não quis gritar para não assustá-los. Fui caminhando devagarinho na direção do cais, até eles perceberem minha presença. Neste momento, apontei o braço, a mão e todos os dedos na direção de casa. Eles entenderam perfeitamente o olhar. Vieram correndo. Quando passaram por mim, falei:
- Os dois para o quarto durante uma hora para pensarem no que fizeram agora.
Eles chegaram em casa, mudaram as roupas molhadas e foram para o quarto. Antes de fecharem a porta, pediram:
-Podemos comer um sanduíche?
Fiz os sanduíches e levei para eles. Quando estava saindo, reafirmei:
- Uma hora para pensarem no que fizeram.
Passado este tempo, no qual Eni e eu aproveitamos para arrumar tudo, voltei ao quarto para liberá-los e ouvir a conclusão dos mesmos.
- Vocês acham que está certo o que fizeram? Qual a conclusão desta hora de reflexão?
Renato levantou, super sério, me abraçou (ele me seduzia com um simples sorriso) e disse:
- Tu tens razão, Thelma. A gente não devia ter prometido!
Isto é, eles concluíram que o erro foi prometer; ir ao cais, iriam de qualquer maneira!
Amanhã, dia 8 de maio, Renato completa 20 anos. Transformou-se num homem lindo, gentil, educado, meigo e cheio de simpatia. Rodolfo mudou de cidade e nunca mais o vimos, mas sabemos que está bem.
Dedico este post ao menino maravilhoso que Renato leva dentro. Felicidades, querido!!!! Eu te amo muitão!
A seguir, outras fotos deste amor meu, em diferentes momentos. Tão lindinho!


domingo, 6 de maio de 2007

Dia das genitoras

Aqui na Espanha, o dia das maes é celebrado hoje, no primeiro domingo de maio. Entendo que esta é uma data fabricada, comercializada e apelativa, mas assim mesmo quero dedicar este espaço a uma mulher que, nao sendo minha mae biológica, me trata com muito carinho e respeito. Seu nome é Maria Isabel, mas a chamamos de Marisa. Ela é uma super mulher, que dedicou sua vida a criar filhos e netos com muito talento. Sinto que, apesar das diferenças de idade e das diferenças culturais, falamos na mesma frequência. Admiro sua sensibilidade e a quero muito. Ela é a mae de Viki. Um abraço forte, Marisa!

sábado, 5 de maio de 2007

Marrocos

Desde que uma aluna minha voltou de Marrakesh, Agadir e Fez, falando das maravilhas do Marrocos, das noites estreladas no deserto, dos RIADs, das praias e das montanhas, nao penso em outra coisa. Faz tempo que quero ir, mas sempre sinto um certo receio. Raquel me tirou qualquer dúvida. Busco informaçoes na Internet e encontro lugares maravilhosos. Ao Marrocos, quando der!

Estupendo!

Leio nos jornais de hoje que Lula assinou um decreto rompendo a patente de um medicamento utilizado no tratamento da SIDA, fabricado e distribuído pelos Laboratórios Merck. Nao houve acordo entre o governo brasileiro e os responsáveis da companhia farmacêutica. Depois de ler o título da reportagem e entender do que se tratava, falei comigo: "dá-lhe!"
Nesta negociaçao, os responsáveis da Merck estavam dispostos a reduzir o preço do medicamento em 30 % do seu valor para continuar abastecendo o mercado brasileiro. Isso significa que o lucro obtido nos anos anteriores era mais do que estratosférico.
Na leitura integral do texto, soube que o Brasil pode importar versoes genéricas mais baratas do tal medicamento, especialmente da India. Genial! Ideal!
Merck afirma que a atitude de Lula pode afetar os investimentos das grandes companhias farmacêuticas nos países pobres. Uma ameaça ridícula! Minha leitura é outra: Lula envia uma mensagem bem clara aos laboratórios mundiais - que têm nos países pobres sua grande fonte de riqueza - asegurando que o Brasil nao vai colaborar mais com os lucros exorbitantes e paradoxais que eles obtêm nos países do terceiro mundo. O mercado brasileiro vai atrás de soluçoes mais baratas e eficazes. Esta atitude pode provocar um efeito cascata - tomara!!! -, facilitando (re)negociaçoes mais equilibradas e justas entre as partes interessadas.
O Ministério da Saúde afirma que o genérico que substituirá o medicamento da Merck pode ser adquirido na India por 45 cents, enquanto o da Merck vale 1,59 dólares - mais que o triplo.
Este é só um exemplo do que se pode fazer para evitar o mega lucro dos tubaroes farmacêuticos sobre a pobreza e a necessidade dos países menos favorecidos. Estupendo!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A musa dos existencialistas

Edith Piaf foi a grande celebridade musical da França. Recentemente, o diretor Olivier Dahan resolveu dar a conhecer a vida da mulher desequilibrada e desgraçada que estava por trás da genialidade desta artista.
Saída de bairros pobres de Paris, Edith Piaf era filha de um malabarista e de uma cantora de rua. Foi criada inicialmente por uma avó; mais tarde, viveu num prostíbulo; depois, viveu com seu pai, malabarista, numa vida sem-casa. A bebida entrou cedo em sua vida e as drogas surgiram na inevitável sequência.
Um dia, um empresário da noite a ouviu cantar na rua, em troca de míseros tostoes. A partir daí, sua arte começou ser destaque.
O diretor Olivier Dahan mostra a luta desta mulher por cantar e sobreviver, por viver e amar. O filme toca. Algumas cenas sao um pouco cansativas, mas outras cenas sao fascinantes e vigorosas. Arrepiam!
Sua impressionante voz está registrada em minhas células desde a infância. Assim, esta história me tocou especialmente. Chorei bastante - eu choro até com propaganda - mas percebi que nao fui a única. Do outro lado do corredor, eu via/ouvia um senhor tirar seu lenço e enxugar inúmeras lágrimas que brotavam de seus olhos.
No momento que ela canta Non, je ne regrette rien, o filme toca seu ponto mais alto...ou simplesmente toca meu coraçao.